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LOOMA LABS · IMERSÃO DE LIDERANÇA

Liderar por um dia, e sentir o peso de cada decisão.

Esta é a sua apostila. Comece pelas suas prioridades, que vêm do seu relatório de perfil e habilidades, e depois navegue pelos 18 pilares da metodologia Looma. Escreva direto nos campos: suas respostas ficam salvas no sistema.

Minhas prioridades

Por onde começar a aprender.

Todos recebem o mesmo conteúdo. O que muda é a ordem: estas prioridades cruzam o seu nível em cada uma das 12 habilidades com as tendências do seu estilo DISC.

O framework

Seis movimentos, de dentro para fora, e de volta ao líder.

Clique em um pilar para abrir o conteúdo e as ferramentas dele. A marca Prioridade aponta os pilares ligados às suas prioridades.

PRINCÍPIO TRANSVERSAL

O líder é o exemplo que o time copia.

O time aprende mais com o que o líder faz sob pressão do que com o que ele diz. Nenhuma ferramenta funciona se o comportamento do líder contradiz o que ela pede do time.

Como ler as fontes

Quando um dado vem de pesquisa publicada, citamos autor e ano. Quando é uma leitura prática da Looma, sem estudo por trás, avisamos. É o caso da ligação entre estilo DISC e habilidades, que serve para conversa e reflexão.

MOVIMENTO I

Eu, líder

Eu me conheço, tenho o repertório certo e entendo o negócio o suficiente para liderar com direção clara?

01

Autoconhecimento

Liderar começa por dentro. O líder que conhece as próprias forças, fraquezas e gatilhos consegue escolher como agir, inclusive nos momentos de pressão.

Por que importa. A maioria das pessoas acredita que se conhece bem. Num estudo com quase 5.000 participantes, só 10% a 15% atenderam aos critérios de autoconsciência, e quanto mais poder o líder tem, maior a tendência de superestimar as próprias habilidades (Eurich, 2018).

Pedir ajuda também é autoconhecimento em ação. Em entrevistas com 55 líderes, admitir erros, dar destaque às forças dos liderados e mostrar disposição para aprender apareceram como o centro da liderança humilde (Owens e Hekman, 2012). E o tipo de pedido importa: pedir ajuda para aprender a resolver se associou a melhor avaliação de desempenho; pedir que o outro resolva no seu lugar, a pior (Liu e colegas, 2022).

IDEIA-CHAVEO líder não precisa ter todas as respostas. Pedir ajuda mostra vulnerabilidade e dá palco ao time.
NA IMERSÃO · LINHA DA PRESSÃO

Lembrar três momentos de pressão recentes, registrar cada um no Diário da pressão e, em dupla, procurar o que se repete.

Ferramenta · Diário da pressão

Registro curto, feito logo depois de um momento de pressão. Depois de algumas semanas, os registros mostram o que costuma disparar cada reação.

Campo e exemploMeu registro
Ferramenta · Pedir ajuda e dar palco

Identifique um tema em que alguém do time sabe mais que você. Peça que a pessoa ensine, aplique o que aprendeu e reconheça publicamente quem ensinou. A liderança continua com você: você segue responsável pela direção e ganha um time mais visível.

O tema
Quem sabe mais que eu
Como vou pedir (para aprender, não para que resolva por mim)
Como e onde vou reconhecer
PARA APROFUNDAR Tasha Eurich, What Self-Awareness Really Is, HBR, 2018 Owens e Hekman (2012), Academy of Management Journal · Liu e colegas (2022), sobre tipos de pedido de ajuda
02

Habilidades de um líder

O time aprende mais com o que o líder faz sob pressão do que com o que ele diz. As 12 habilidades Looma descrevem esse comportamento, e a inteligência emocional atravessa todas elas.

Por que importa. Na pesquisa publicada, a inteligência emocional tem relação moderada com desempenho, e o treino tem efeito positivo moderado nas medidas de inteligência emocional.

A Escala Looma vai de 1 a 5 e é a mesma da avaliação de performance (Pilar 10). Cada nota pede uma situação concreta e recente.

NívelDescrição
1 · Muito abaixo das expectativasNão lembro de uma situação recente em que mostrei essa habilidade.
2 · Parcialmente atingeMostro em dias calmos. Sob pressão, nem sempre.
3 · Atinge todas as expectativasMostro também sob pressão e consigo citar exemplos recentes.
4 · Supera as expectativasMostro com consistência e ajudo colegas a desenvolver essa habilidade.
5 · Excepcionalmente superaOutras pessoas me procuram ou me citam como referência.
IDEIA-CHAVETrabalhar as 12 habilidades ao mesmo tempo dilui o esforço. Escolha uma habilidade-alavanca por vez.
NA IMERSÃO · CARTA QUENTE

Praticar a pausa antes da resposta diante de uma mensagem que irrita: escrever, esperar e reescrever.

Referência · As 12 habilidades sob pressão
Ferramenta · Pausa antes da resposta
  1. Perceber o sinal. O corpo acelerado e a vontade de responder na hora já são informação. Nomeie a emoção em uma palavra.
  2. Escrever sem enviar, se precisar.
  3. Esperar o tempo que a situação permite, de alguns minutos a uma noite.
  4. Perguntar: o que eu quero que aconteça depois desta resposta?
  5. Responder com fatos, um pedido claro e o próximo passo.

A pausa vale para a reação emocional. Em situação de segurança ou de risco imediato, o líder age primeiro e reflete depois.

Uma situação recente em que eu teria ganhado com a pausa, e o que eu responderia hoje
Ferramenta · Minha habilidade-alavanca

1. Olhe as habilidades em nível 1 ou 2. 2. Escolha a que mais afeta o seu time hoje. 3. Defina um comportamento observável para treinar. 4. Escolha uma pessoa para te dar retorno a cada duas semanas. 5. Revise em 30 dias: manter, ajustar ou trocar.

Minha habilidade-alavanca
Quem me dá retorno a cada duas semanas
O comportamento observável que vou treinar
Data da revisão de 30 dias
Na revisão: manter, ajustar ou trocar?
03

Entender o negócio e planejamento estratégico

O líder que domina o contexto da empresa e sabe como a própria área move o resultado geral consegue dar direção ao time e decidir com mais assertividade. Mais importante que bater a meta é saber quais indicadores o resultado da área moveu no todo.

Por que importa. Gestores intermediários costumam conhecer mal as prioridades da empresa, mesmo quando acham que elas são bem comunicadas. Comunicar com frequência não basta: o time precisa entender e conseguir repetir (Sull, Homkes e Sull, 2015).

IDEIA-CHAVEQuanto mais o time conhece o contexto, menos precisa perguntar antes de agir.
NA IMERSÃO · CASCATA AO VIVO

Desdobrar um objetivo da empresa até as tarefas do time.

Ferramenta · Teste da boa meta

Combina os critérios de redação de Doran (1981) com a pesquisa sobre metas de Locke e Latham (2002). Escreva a meta e confira cada critério.

A meta
Ferramenta · Traduzir para o time

Roteiro para explicar um objetivo de forma que o time entenda o porquê e consiga decidir sozinho no dia a dia. Para conferir, peça que alguém do time explique o objetivo com as próprias palavras.

PARA APROFUNDAR WhatMatters, OKRs Explained por John Doerr Sull, Homkes e Sull (2015), Harvard Business Review · Locke e Latham (2002) · Doran (1981)

Minhas anotações · Movimento I

MOVIMENTO II

Meu time

Eu sei ler quem está no meu time, e monto e encerro relações de trabalho com o mesmo cuidado?

04

Perfil comportamental: diagnóstico e montagem de equipes

Montar e ajustar um time começa por entender os desafios que a área precisa vencer. A partir deles, o líder escolhe e organiza as pessoas pelo que a área precisa, deixando de lado os vieses pessoais.

Por que importa. O que o time tem por dentro, como personalidade e preferência por trabalhar em equipe, pesa no desempenho. E as avaliações que os líderes fazem das pessoas carregam muito do próprio avaliador.

O DISC é a linguagem comum para ler estilos. O questionário da Looma é um instrumento autoral, sem validação psicométrica formal, e por isso serve para abrir conversas, nunca para decidir contratações, promoções ou desligamentos. Troque "ele é D, por isso é grosso" por "ele tende a ir direto ao ponto: que forma de dar retorno funciona para ele?".

IDEIA-CHAVEPrimeiro o desafio, depois as pessoas.
NA IMERSÃO · MAPA DE ESTILOS DO TIME

Usar o DISC dos participantes para ler a combinação de estilos de um grupo.

Ferramenta · Leitura de prontidão

Leia cada pessoa por domínio (capacidade para a função ou tarefa) e autonomia (confiança, disposição e iniciativa para conduzir sozinha). Ajuste quanto acompanhar.

Perfil · estilo do líderPara quemO que o líder faz
Em formação · DirecionarPouco domínio e pouca autonomiaDefine o quê e o como, com tarefas claras, e acompanha de perto.
Iniciativa sem base · OrientarPouco domínio, muita autonomiaDefine, explica o porquê, ouve ideias e decide. Forma par com alguém experiente.
Técnico dependente · ApoiarMuito domínio, pouca autonomiaA pessoa conduz. O líder ouve, encoraja e devolve decisões aos poucos, cobrando propostas.
Referência · Dar autonomiaMuito domínio e muita autonomiaA pessoa conduz e decide. O líder combina o resultado, acompanha nos follow-ups e dá palco.
Ferramenta · Mapa do time

Um retrato de cada pessoa, feito a partir de observação e de dados.

PessoaQualidadesOportunidadesHistórico de entregasEstilo DISCProntidão
05

Contratação

Entrevistar é prever como a pessoa vai performar aqui. Para prever, o líder precisa de evidência: o que a pessoa fez, como fez, com que resultado, e o que ela demonstra conseguir fazer agora.

Por que importa. A entrevista estruturada está entre os métodos de seleção com maior validade preditiva na pesquisa publicada, bem acima da conversa livre (Sackett e colegas, 2022).

IDEIA-CHAVEA régua da vaga vem antes da primeira entrevista.
NA IMERSÃO · ROLE PLAY DE ENTREVISTA E DECISÃO

Viver uma entrevista por evidência e decidir em grupo, sustentando o racional da escolha.

Ferramenta · Régua da vaga
Ferramenta · STAR e as cinco lentes

O STAR (Situação, Tarefa, Ação, Resultado) organiza a resposta esperada. As cinco lentes organizam o aprofundamento quando a resposta vem incompleta.

LenteComo perguntar
PapelQue parte desse projeto era sua? O que você fez pessoalmente?
ExemploPode me dar um exemplo de uma vez em que você...?
DetalheQuem? O quê? Quando? Onde? Por quê? Como?
ContextoCom que recursos? Em quanto tempo? Qual era a pressão? O resultado foi melhor ou pior que a meta?
DiferenciaçãoTeve contato com o tema ou domina o tema? Foi participante, responsável, líder ou quem decidiu?

Quando o candidato fala muito "nós", volte para a lente Papel.

Item da réguaCandidato A (1 a 5)Candidato B (1 a 5)Candidato C (1 a 5)
Decisão do grupo e racional
06

Confiança e segurança psicológica

O líder cria o clima pela forma como reage ao erro e à discordância. Confiança é o vínculo entre duas pessoas; segurança psicológica é a crença, compartilhada pela equipe, de que ali dá para assumir riscos interpessoais.

Por que importa. Numa meta-análise com 136 amostras, segurança psicológica aparece associada a aprendizagem, desempenho na tarefa, engajamento e compartilhamento de informação.

IDEIA-CHAVETroque "Quem foi?" por "O que aconteceu?".
NA IMERSÃO · ESPECTRO DA FALHA

Separar o erro honesto do desleixo antes de reagir.

Ferramenta · Matriz de acordos de time

Um acordo escrito, construído com o time, sobre como as pessoas vão conviver. Comece perguntando ao time: o que precisa acontecer aqui para eu falar sem medo?

TemaNosso acordo observável
Como vamos perceber que o acordo funciona
Próxima revisão
Ferramenta · Post-mortem sem culpa

Reunião de análise de falhas focada em processo e aprendizado. Parte do princípio de que todos agiram com boa intenção e com a informação que tinham. Pelo espectro de Edmondson (2011), o desvio deliberado é culpável; falhas por processo inadequado, tarefa difícil, incerteza ou experimentação pedem aprendizado.

PARA APROFUNDAR Google re:Work, Projeto Aristóteles Amy Edmondson (1999), artigo original Edmondson (2011), Strategies for Learning from Failure, HBR

Minhas anotações · Movimento II

MOVIMENTO III

Nosso dia a dia

Minha prática cotidiana com o time é consistente, ou só existe quando sobra tempo?

07

Rituais de gestão

Uma rotina com o time permite acompanhar o resultado ao longo do período, mudar a rota a tempo e dividir responsabilidades: a gestão do resultado se fragmenta, mas não fica sem dono. O 1:1 com cada pessoa sustenta o desenvolvimento individual e dá base às decisões de reconhecimento e de desligamento.

Por que importa. Rogelberg pesquisou cerca de 4.000 trabalhadores do conhecimento: quase metade avaliou seus 1:1 como abaixo do ideal, enquanto os líderes avaliaram os próprios 1:1 de forma mais positiva. O valor percebido foi maior quando a pauta foi construída junto com o liderado (Glad We Met, 2024; dados de livro, não de artigo revisado).

IDEIA-CHAVENo 1:1, a pauta é principalmente do liderado.
NA IMERSÃO · 1:1 EM TRIOS

Praticar um 1:1 conduzido pelo liderado, com um observador.

Ferramenta · Modelo Looma de 1:1

Quatro compromissos: construção a dois · organização (data fixa e pauta compartilhada) · preparação dos dois lados · documentação acessível aos dois.

Com quem e quando
Ferramenta · Reunião de resultado

Cada indicador tem um dono, que o apresenta com uma cor: verde, no rumo; amarelo, em risco; vermelho, fora do rumo. Começa e termina no horário combinado.

IndicadorDonoCorDecisão (manter, ajustar ou parar), responsável e prazo
08

Delegação

Delegar é compartilhar com alguém do time a responsabilidade por um resultado, e dar a essa pessoa um desafio que a faz crescer. O líder define com clareza o que precisa ser entregue, escolhe bem quem vai entregar e dá as condições para isso.

Por que importa. Na pesquisa publicada, delegar aparece associado a mais resultado do negócio e a mais comprometimento, desempenho e inovação de quem recebe.

IDEIA-CHAVEDelegar sem refazer: acompanhe nos follow-ups.
NA IMERSÃO · REUNIÃO DE DELEGAÇÃO EM TRIO

Praticar a reunião de delegação e perceber a distância entre o que o líder disse e o que a pessoa entendeu.

Ferramenta · Técnica de delegação em sete passos
  1. Inicie um documento de delegação.
  2. Deixe o resultado esperado o mais claro possível: objetivo, resultado final e o que não pode ser feito.
  3. Selecione a pessoa olhando habilidade, momento, carga atual e prontidão (Pilar 4).
  4. Marque uma reunião de delegação, entregue o documento e pergunte o que ela entendeu.
  5. Peça que a pessoa crie um plano de ação.
  6. Revise o plano entregue.
  7. Marque os follow-ups e acompanhe a entrega.

Antes de delegar, pergunte: isso desenvolve alguém do time? Exige uma decisão que só eu posso tomar? Faz parte da gestão direta de uma pessoa?

Ferramenta · Documento de delegação
Qual é o objetivo?
Como é o resultado final esperado?
O que não pode ser feito?
Para quem, e qual a prontidão dela nesta tarefa?
Prazo
Datas de follow-up
09

Gestão de expectativas

Um acordo de expectativas é a base para uma relação clara entre líder e liderado. Ao menos uma vez por semestre, os dois constroem juntos, por escrito, o que é sucesso para aquela pessoa: entregas em ordem de prioridade, métricas com meta e comportamentos esperados.

Por que importa. Na pesquisa Gallup de 2024, só 46% dos trabalhadores nos EUA disseram saber com clareza o que se espera deles. A ambiguidade de papel aparece associada a desempenho menor (Tubre e Collins, 2000), e metas específicas e desafiadoras levam a desempenho maior do que o pedido de "fazer o melhor".

IDEIA-CHAVEExpectativa boa é co-criada, escrita e revisada.
NA IMERSÃO · CONSERTO DE EXPECTATIVA

Treinar o olhar para expectativas vagas e reescrevê-las com métrica, meta e exemplo de comportamento.

Ferramenta · Acordo individual de expectativas
Pessoa
Semestre
O que é sucesso neste semestre, em poucas frases
Entrega (em ordem de prioridade)Métrica e metaExemplo de como é o sucesso
Comportamentos esperados, com exemplo
Pergunta de confiança: quão capaz a pessoa se sente de entregar, e o que faria essa confiança subir?
Onde a pessoa precisa de apoio do líder

Minhas anotações · Movimento III

MOVIMENTO IV

Nossa performance

As pessoas do meu time estão crescendo de forma mensurável?

10

Gestão de performance

Avaliar performance é o processo mais importante da gestão de pessoas. Um bom líder dedica tempo e toda a sua capacidade a uma avaliação justa e detalhada de cada liderado, sem pular etapas, e avalia como gostaria de ser avaliado.

Por que importa. Na pesquisa publicada, a maior parte da variação nas notas de desempenho vem de quem avalia, e não de quem é avaliado. Evidência, mesma régua e calibração separam uma nota justa de uma impressão.

IDEIA-CHAVENota sem evidência é impressão.
NA IMERSÃO · CAÇA-VIESES

Reconhecer vieses em avaliações escritas.

Referência · O ciclo em sete etapas
  1. Rodada de feedbacks: o liderado pede feedback a pelo menos três pessoas.
  2. Self assessment: autoavaliação escrita do liderado.
  3. Leitura dos feedbacks pelo líder.
  4. Skip level: o líder conversa com o time de cada liderado que gere pessoas, com consentimento.
  5. Lead assessment: relatório e nota proposta pelo líder.
  6. Calibração entre gestores, conduzida pelo RH ou pela alta gestão.
  7. Conversa de performance com o próximo passo combinado.
Ferramenta · Avaliação com evidência

Para cada expectativa do acordo (Pilar 9), registre a evidência antes da nota, na Escala Looma de 1 a 5.

Pessoa avaliada
Expectativa combinadaEvidência (o que aconteceu, com dado)Nota 1 a 5
11

Feedback

Feedback é um hábito do dia a dia, para todos e em todas as direções: simples, direto, honesto, perto do fato, com exemplo e consequência. O líder pede antes de dar, agradece quando recebe e faz do feedback algo bom de receber.

Por que importa. Em média, o feedback melhora o desempenho, mas mais de um terço das intervenções analisadas por Kluger e DeNisi (1996) piorou o desempenho. A forma de dar faz a diferença.

IDEIA-CHAVEPeça antes de dar. Reconheça com a mesma precisão que você usa para apontar erros.
NA IMERSÃO · ROLE PLAY DE FEEDBACK COM OBSERVADOR

Dar feedback com o roteiro certo e sentir, dos dois lados, o efeito da presença e da falta dela.

Ferramenta · Feedback de ação e impacto

Parte do SBI, do Center for Creative Leadership, com um quarto passo da Looma: a expectativa daqui em diante. Para o que acontece pela primeira vez ou de forma pontual.

Passo e exemploMeu rascunho
Ferramenta · Elogio construtivo

O elogio vago faz bem na hora, mas não diz o que repetir. Use ação, impacto e agradecimento. De preferência em público, sempre alinhado antes com a pessoa.

Passo e exemploMeu rascunho
Ferramenta · Pedir feedback e conversa difícil com CNV

Em todo 1:1: uma pergunta curta, sempre a mesma, nas suas palavras. Exemplo de Kim Scott: "O que eu poderia fazer, ou parar de fazer, para ficar mais fácil trabalhar comigo?" Uma vez por trimestre: um 1:1 sobre o que você deve parar, começar e continuar.

A minha pergunta, nas minhas palavras

Conversa difícil com CNV (Rosenberg): para quando já houve um combinado não cumprido, ou quando há emoção ou relação em jogo. Agendada, em particular e preparada antes.

12

Desligamento

Desligamento não deveria ser surpresa. Quando a performance ou o comportamento não está no esperado, o líder dá feedbacks claros, combina um plano de reversão e acompanha com dados. Se a decisão for desligar, ela é tomada com o RH, sem se arrastar, e a conversa serve apenas para comunicá-la.

Por que importa. A forma como a pessoa é tratada no desligamento pesa na reação dela e também na de quem fica no time.

IDEIA-CHAVEA conversa comunica uma decisão já construída. O feedback veio antes.
NA IMERSÃO · MONTANDO UM PLANO DE REVERSÃO

Montar um plano com objetivos claros e critério de sucesso.

Ferramenta · Plano de reversão
Referência · Roteiro da conversa de desligamento
  1. Comunicar a decisão logo nos primeiros minutos.
  2. Explicar o motivo em poucas frases, ligado ao plano de reversão.
  3. Manter a decisão, sem reabrir o feedback nem negociar.
  4. Escutar a reação com respeito.
  5. Explicar os próximos passos: quem do RH vai procurar a pessoa.
  6. Agradecer a contribuição.

Aspectos legais e trabalhistas variam por caso. Envolva sempre o RH ou o jurídico.

Minhas anotações · Movimento IV

MOVIMENTO V

Nosso desenvolvimento

As pessoas do meu time estão crescendo com direção clara de carreira?

13

Gestão de carreira e desenvolvimento

O líder é mentor e coach da carreira do liderado: provoca reflexões, dá feedbacks honestos e abre portas. A carreira pertence à pessoa; o desenvolvimento é responsabilidade compartilhada entre a pessoa, o líder e a empresa.

Por que importa. Numa meta-análise com mais de mil artigos, práticas de desenvolvimento de carreira oferecidas pela empresa aparecem associadas a desempenho maior e rotatividade menor. Outro estudo mostra que isso depende de a pessoa enxergar oportunidades de carreira ali.

IDEIA-CHAVECrescer pode ser subir, aprofundar ou mudar de área.
NA IMERSÃO · CONVERSA DE CARREIRA EM TRIOS

Praticar a conversa de carreira no papel de mentor e coach.

Ferramenta · Conversa de carreira

Pergunte mais do que responde. A carreira é da pessoa; o líder ajuda a pensar.

Com quem
Ferramenta · PDI

Funciona quando vira conversa real e é revisado. Escolha de uma a três habilidades ligadas ao próximo passo e às metas do negócio.

Habilidade a desenvolverAções (projeto, experiência, mentoria, curso, leitura)Como vamos saber que evoluiuAté quando
O que cabe à pessoa, ao líder e à empresa
14

Reconhecimento

O reconhecimento que mais pesa vem do líder direto: específico e do jeito que cada pessoa prefere. O líder também cria espaço para o time se reconhecer.

Por que importa. Num estudo da Gallup com a Workhuman, quem recebe o reconhecimento de que precisa tem 4 vezes mais chance de estar engajado. E só 10% das pessoas disseram que alguém já perguntou como preferem ser reconhecidas (Gallup e Workhuman, 2022).

IDEIA-CHAVEPergunte antes de reconhecer: em público ou em particular?
NA IMERSÃO · REESCREVENDO O "BOM TRABALHO"

Transformar elogios genéricos em elogios construtivos (Pilar 11).

Ferramenta · Mapa de preferências
PessoaPúblico ou particularFalado ou escritoO que mais valoriza (autonomia, desafio, aprendizado, visibilidade, tempo)
Ferramenta · Ritual de reconhecimento

Abrir as reuniões de equipe com 5 minutos para reconhecer pequenos progressos e metas atingidas. Conversa com o princípio do progresso de Amabile e Kramer (2011): progredir num trabalho com significado foi o fator que mais melhorou o dia de trabalho nos diários que eles analisaram.

Como será o ritual no meu time (quando, quanto tempo, quem reconhece)
PARA APROFUNDAR Gallup, Employee Retention Depends on Getting Recognition Right Amabile e Kramer (2011), The Progress Principle
15

Treinamento e desenvolvimento

O líder é o primeiro educador do time: diagnostica antes de treinar, liga cada ação de aprendizagem a uma meta do negócio e sustenta a prática depois do curso.

Por que importa. Numa meta-análise de treinamentos em organizações, os efeitos foram de médios a grandes, inclusive sobre o comportamento no trabalho e os resultados. Gostar do curso, porém, não se relaciona com aplicar o que foi aprendido.

IDEIA-CHAVEAntes do curso, pergunte: é falta de treinamento ou de processo?
NA IMERSÃO · É TREINAMENTO?

Separar problemas de habilidade de problemas de processo, ferramenta ou expectativa.

Ferramenta · Diagnóstico antes do treinamento
Ferramenta · Plano de sustentação
Momento e o que aconteceO que combinamos

Minhas anotações · Movimento V

MOVIMENTO VI

Nosso ambiente

O ambiente que construí reforça tudo isso todos os dias, ou está corroendo silenciosamente?

16

Gestão de mudanças e comunicação assertiva

Toda mudança chega ao time como uma história com porquê: o dado que mostra a necessidade, a ligação com a estratégia e o que muda para cada pessoa.

Por que importa. Na pesquisa sobre como as pessoas reagem a mudanças, comunicação, participação e confiança na gestão aparecem associadas a mais aceitação. E Ames e Flynn (2007) encontraram que líderes vistos com assertividade muito baixa ou muito alta foram avaliados como menos eficazes.

IDEIA-CHAVESe a mensagem não cabe numa frase, você ainda não entendeu a mudança.
NA IMERSÃO · TRÊS VERSÕES DA MESMA NOTÍCIA

Reconhecer a faixa da fala assertiva, entre a passiva e a agressiva.

Ferramenta · História da mudança

A Big Idea (Knaflic, 2015): a mensagem central em uma frase completa. Depois, a abertura em SCQA (Minto): situação, complicação, pergunta e resposta.

Ferramenta · Fala assertiva
PosturaComo soaO que custa
Passiva"Então... a diretoria decidiu umas coisas aí, vamos ver no que dá."A mensagem não chega.
Agressiva"Está decidido e não tem discussão."A conversa se fecha.
Assertiva"A partir de março mudamos o foco. Vou explicar por quê, o que muda e o que ainda não sabemos. Quero ouvir as dúvidas."Clareza com respeito.

Estrutura curta: fato, posição e pedido.

PARA APROFUNDAR Kotter, The 8 Steps for Leading Change Prosci, The ADKAR Model Ames e Flynn (2007), Journal of Personality and Social Psychology · Knaflic (2015), Storytelling com Dados
17

Cultura e engajamento

A cultura do time é definida pelo pior comportamento que o líder tolera. O engajamento é reflexo de confiança e de coerência entre o que se diz e o que se faz.

Por que importa. Na meta-análise Q12 da Gallup, as equipes mais engajadas tiveram 81% menos absenteísmo e menos rotatividade do que as menos engajadas. O gestor direto responde por pelo menos 70% da variação do engajamento entre equipes.

IDEIA-CHAVEO que você tolera, o time entende como permitido.
NA IMERSÃO · O BRILHANTE TÓXICO

Decidir com base em valores quando o resultado está em jogo.

Ferramenta · Auditoria de discurso e prática

Compare, valor por valor, o que a empresa declara com o que acontece no time, inclusive o que você tolera. Repita depois de um mês.

Valor declaradoComportamento da semana que confirma ou contradizO que eu tolerei
Um comportamento que vou parar de tolerar
A ação concreta
Ferramenta · Explicar o porquê

Delegue explicando o impacto de cada projeto na estratégia, para o time entender como o próprio trabalho contribui para o todo. O roteiro é o Traduzir para o time do Pilar 3.

O projeto que vou explicar melhor, e para quem
18

Bem-estar e prevenção de burnout

Picos de trabalho fazem parte, mas a frequência deles diz muito. O líder lê o ambiente, percebe os sinais cedo, nos 1:1 e nas pesquisas de clima, e age sobre as causas: carga, metas, delegação, tamanho do time e cultura.

Por que importa. Os afastamentos por transtornos mentais estão em alta no Brasil e o comportamento do líder pesa no estresse do time. Desde 26 de maio de 2026, a NR-1 exige que as empresas gerenciem os riscos psicossociais no PGR.

IDEIA-CHAVEObservar não é diagnosticar. O líder percebe, conversa e, se for o caso, encaminha.
NA IMERSÃO · CASO DAS SEIS ÁREAS

Encontrar a causa do desgaste num time.

Ferramenta · Mapa das seis áreas

Baseado nas seis áreas de Leiter e Maslach (1999). Ajuda a encontrar a causa do desgaste, em vez de tratar só os sintomas.

Área e perguntaMeu timeSinal que observei

Sinais de alerta, pelas três dimensões da CID-11: esgotamento de energia, distanciamento ou cinismo e menor eficácia.

Ferramenta · Perguntas de bem-estar no 1:1
  • "Como você está, de verdade?"
  • "De 0 a 10, como está a sua carga de trabalho?"
  • "O que está tirando a sua energia?"
  • "O que eu posso tirar do seu caminho?"
  • "Você tem conseguido descansar fora do trabalho?"

A pessoa responde o que quiser. O líder escuta, registra só o que for combinado e mantém o sigilo.

Com quem vou fazer essa conversa primeiro

Minhas anotações · Movimento VI

FECHAMENTO DO CICLO

De volta a Eu, líder.

A performance do líder é o resultado da equipe.

Autoavaliação do líder

Olhe para as decisões que o seu grupo tomou ao longo do dia e dê uma nota de 1 a 5 a cada movimento.

MovimentoNotaO que fizemos bemO que faríamos diferente

Meu plano para os próximos 30 dias

Escolha um cuidado e uma ferramenta para praticar nas próximas quatro semanas. Mudança de comportamento vem da repetição.

NºAçãoPilarAté quandoComo vou saber que fiz
Looma Consultoria Estratégica

Looma Labs · clareza, conexão, constância

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